O problema era a culpa.
Não era apenas o fato de estar perdidamente apaixonada por um dos caras que se tornou um de seus melhores amigos. Não era a saudade, a necessidade que ela tinha de respirar o cheiro dele e muito menos o ciúme das meninas infinitamente mais bonitas & interessantes que ela - isso também, mas não exatamente isso.
O fato é que ela tinha que esconder o que sentia. Ela tinha que encarar o sorriso dele todos os dias, queria estar sempre por perto, queria passar dias e dias apenas contemplando seu olhar, etc, mas tinha que fingir que não queria nada disso, e sim a linda amizade dele. Hipocritamente, seu olhar não era o mesmo, o seu sorriso não era o mesmo, a sua presença não era a mesma, o seu abraço não era o mesmo. Seus sentimentos, não eram os mesmos.
Então ela amava e odiava tudo isso, simultaneamente. Amava estar perto dele, e odiava o que a levava a isso. Amava quando ele a abraçava, mas odiava a forma com que ela estava presa a ele, com ou sem abraços.
E ela amava a maneira que ele amava.
Mas odiava a maneira que ela estava destinada a amar de volta.
sábado, 1 de agosto de 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
melhor morrer na praia, do que não ter nadado...
Aconteceu num belo dia, quando ela acordara ás 5 horas da matina, sem sono, tranquila.
Abriu os olhos, sentiu o perfume que vinha do mar, a brisa refrescante e a textura da rede em que se encontrava deitada.
Viu o mundo diferente, com mais cores, e se perguntou de onde teriam surgido todas aquelas matizes, perfeitamente pintadas em uma aquarela real.
Sentiu-se leve, transparente, quase líquida. Era quase como se ela pudesse tocar o vento que atravessava cada poro de sua pele.
Estava tudo tão certo - certo DEMAIS - que havia alguma coisa errada.
Olhou para o passado, para trás. Para dentro de si mesma. Ela era incolor, mas o passado era algo muito distante dela, sobraram apenas resquícios, cicatrizes finas como pequenos arranhões.
Então ela percebeu.
Ela finalmente, estava LIVRE.
Livre das algemas e correntes que a aprisionavam a todo o sofrimento de um pretérito distante.
Os seus pensamentos também estavam límpidos, e seu coração não guardava rancor.
Como uma fênix, ela ressurgiu das cinzas.
Ela era uma pluma, repousando delicadamente no mar.
Levantou-se da rede, e foi até a praia. Neste dia, até os céus pareciam dar as boas vindas a ela.
Ah, o mar. O seu companheiro de sempre, o seu confidente.
Quantas lágrimas aquelas aguas sagradas não carregaram pra longe, quanta purificação aquele sal liquido nao lhe proporcionara.
Quantas surpresas ele não lhe trouxera...
Lembrou-se do dia anterior e sorriu enquanto as ondas se arrebentavam contra seu corpo.
O moreno que caminhara com ela pela areia da praia. A conversa que tiveram, as experiencias trocadas.
O olhar dele, olhando para o horizonte.
O jeito que balançava a cabeça, parecendo negar, quando ria.
Até mesmo a imensa franja de cílios que cobria seus olhos castanhos. Ela havia reparado naquele garoto, e por um momento, até cogitou que ele poderia ser seu, por uma noite, em algum Luau talvez.
Correndo no meio das pedras, abençoados pela luz da Lua Cheia refletida no seu Amigo Mar.
Sentiu um gosto salgado nos lábios e se perguntou se era do mar ou de seu pranto de alegria.
Qualquer que fosse o motivo, aquele sal purificava sua alma naquele momento.
Contou estrelas. Tocou a areia. Vislumbrou a paisagem como um cego que vê a luz pela primeira vez. E naquele instante sentiu o amor invadí-la. Amou aquilo tudo, como quem ama um pai ou uma mãe. Um amor puro. O amor Ágape dos gregos. Dos Deuses. De DEUS.
E quaisquer fomas de amor que houvessem, viria Dele.
E se arriscaria, mergulharia de cabeça naquele mar de amor, mesmo sem saber nadar. Ela sabia que alguem iria salva-la, que alguem iria segurá-la quando ela não sentisse mais seus pés tocarem no fundo de pedras e areia.
E se por acaso não houvesse ninguém? Quem sabe num instinto de defesa, ela não aprendesse sozinha a emergir em meio aquela imensidão?
Ela correria o risco.
Mas o risco de deixar de amar para sempre, este, ela não mais correria.
Abriu os olhos, sentiu o perfume que vinha do mar, a brisa refrescante e a textura da rede em que se encontrava deitada.
Viu o mundo diferente, com mais cores, e se perguntou de onde teriam surgido todas aquelas matizes, perfeitamente pintadas em uma aquarela real.
Sentiu-se leve, transparente, quase líquida. Era quase como se ela pudesse tocar o vento que atravessava cada poro de sua pele.
Estava tudo tão certo - certo DEMAIS - que havia alguma coisa errada.
Olhou para o passado, para trás. Para dentro de si mesma. Ela era incolor, mas o passado era algo muito distante dela, sobraram apenas resquícios, cicatrizes finas como pequenos arranhões.
Então ela percebeu.
Ela finalmente, estava LIVRE.
Livre das algemas e correntes que a aprisionavam a todo o sofrimento de um pretérito distante.
Os seus pensamentos também estavam límpidos, e seu coração não guardava rancor.
Como uma fênix, ela ressurgiu das cinzas.
Ela era uma pluma, repousando delicadamente no mar.
Levantou-se da rede, e foi até a praia. Neste dia, até os céus pareciam dar as boas vindas a ela.
Ah, o mar. O seu companheiro de sempre, o seu confidente.
Quantas lágrimas aquelas aguas sagradas não carregaram pra longe, quanta purificação aquele sal liquido nao lhe proporcionara.
Quantas surpresas ele não lhe trouxera...
Lembrou-se do dia anterior e sorriu enquanto as ondas se arrebentavam contra seu corpo.
O moreno que caminhara com ela pela areia da praia. A conversa que tiveram, as experiencias trocadas.
O olhar dele, olhando para o horizonte.
O jeito que balançava a cabeça, parecendo negar, quando ria.
Até mesmo a imensa franja de cílios que cobria seus olhos castanhos. Ela havia reparado naquele garoto, e por um momento, até cogitou que ele poderia ser seu, por uma noite, em algum Luau talvez.
Correndo no meio das pedras, abençoados pela luz da Lua Cheia refletida no seu Amigo Mar.
Sentiu um gosto salgado nos lábios e se perguntou se era do mar ou de seu pranto de alegria.
Qualquer que fosse o motivo, aquele sal purificava sua alma naquele momento.
Contou estrelas. Tocou a areia. Vislumbrou a paisagem como um cego que vê a luz pela primeira vez. E naquele instante sentiu o amor invadí-la. Amou aquilo tudo, como quem ama um pai ou uma mãe. Um amor puro. O amor Ágape dos gregos. Dos Deuses. De DEUS.
E quaisquer fomas de amor que houvessem, viria Dele.
E se arriscaria, mergulharia de cabeça naquele mar de amor, mesmo sem saber nadar. Ela sabia que alguem iria salva-la, que alguem iria segurá-la quando ela não sentisse mais seus pés tocarem no fundo de pedras e areia.
E se por acaso não houvesse ninguém? Quem sabe num instinto de defesa, ela não aprendesse sozinha a emergir em meio aquela imensidão?
Ela correria o risco.
Mas o risco de deixar de amar para sempre, este, ela não mais correria.
domingo, 4 de janeiro de 2009
então você acha que consegue distinguir o céu do inferno? céus azuis da dor?
galera eu... bom, ultimamente eu não tô tendo inspiração pra nada, e eu tava ouvindo uma musica do Pink Floyd. E tem uma parte que eu gosto muito porque; eu não acredito muito nessa coisa de 'só dar valor quando perde'. - não que eu seja perfeita, mas se tem uma coisa que eu aprendi no ano de 2008 foi dar valor a TUDO que tenho. E ás vezes, ao que não tenho também. - eu acredito que "Sentimos falta, quando perdemos." O ultimo trecho da música é o meu favorito, e diz o seguinte:
Como eu queria
Como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre este mesmo velho chão
O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
bgs, nãomeliguem :*
Como eu queria
Como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre este mesmo velho chão
O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
bgs, nãomeliguem :*
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Lá em casa tem um poço, mas a água é muito limpa.
quem nunca se sentiu a ovelha negra da família?
a pessoa errada para determinado sobrenome?
Eu já estive numa época de crise familiar e estou me tornando Ph.D no assunto. Você se pergunta todo o tempo "o que estou fazendo no mundo?"
Quando desabafa, alguns te chamam de fraca, enquanto outros te dão 735952 milhões de motivos para você não ficar assim. Mas por algum motivo desconhecido dificilmente alguma delas entrará na sua cabeça.
Certa vez uma borboleta me disse que eu levo jeito pra psicóloga - e isso nem Freud explica - mas penso que essa ajuda emocional seja difícil de dar certo se a pessoa ão descobre por si propria um motivo que a faça única e especial.
Na minha época de colapso do lar, além de apoio dos amigos [é muito bom saber que existem anjos ao seu lado], outras duas coisas me ajudaram.
A primeira foi escrever. Qualquer besteira. Da primeira palavra que viesse á mente até textos sem nexo, desde que fosse aquilo que eu sentisse no momento.
A escrita sempre foi um alívio. "Sentir o desespero da alma e buscar com a grafia das palavras a tão mágica e desejada calma, para enfim estabilizar meu coração dos seus batimentos descompassados."
A segunda, foi transformar sonhos em algo vital, como uma espécie de oxigênio.
Amá-los com todas as minhas forças. Certa vez rabisquei num bloco de anotações que "sonhos, antes de realizados, precisam ser vividos, precisam ser respirados."
Hoje a crise melhorou bastante, mas minha visão sobre sonhos e vida me transformaram bastante. E talvez essa boa vibração tenha tornado a relação em família algo muito mais saboroso e agradável.
Entretanto, de vez em quando volta aquela sensação de que a água de casa parece muito limpa pra gente. Como se você não se encaixasse nos padrões, seja por sua efusividade, seja pela sua timidez. Ou apenas porque de alguma forma, regras e esteriótipos não são da sua natureza.
- Somos imortais. Se não acreditar viva como se fosse um. Se você pudesse viver para sempre... para que viveria?
a pessoa errada para determinado sobrenome?
Eu já estive numa época de crise familiar e estou me tornando Ph.D no assunto. Você se pergunta todo o tempo "o que estou fazendo no mundo?"
Quando desabafa, alguns te chamam de fraca, enquanto outros te dão 735952 milhões de motivos para você não ficar assim. Mas por algum motivo desconhecido dificilmente alguma delas entrará na sua cabeça.
Certa vez uma borboleta me disse que eu levo jeito pra psicóloga - e isso nem Freud explica - mas penso que essa ajuda emocional seja difícil de dar certo se a pessoa ão descobre por si propria um motivo que a faça única e especial.
Na minha época de colapso do lar, além de apoio dos amigos [é muito bom saber que existem anjos ao seu lado], outras duas coisas me ajudaram.
A primeira foi escrever. Qualquer besteira. Da primeira palavra que viesse á mente até textos sem nexo, desde que fosse aquilo que eu sentisse no momento.
A escrita sempre foi um alívio. "Sentir o desespero da alma e buscar com a grafia das palavras a tão mágica e desejada calma, para enfim estabilizar meu coração dos seus batimentos descompassados."
A segunda, foi transformar sonhos em algo vital, como uma espécie de oxigênio.
Amá-los com todas as minhas forças. Certa vez rabisquei num bloco de anotações que "sonhos, antes de realizados, precisam ser vividos, precisam ser respirados."
Hoje a crise melhorou bastante, mas minha visão sobre sonhos e vida me transformaram bastante. E talvez essa boa vibração tenha tornado a relação em família algo muito mais saboroso e agradável.
Entretanto, de vez em quando volta aquela sensação de que a água de casa parece muito limpa pra gente. Como se você não se encaixasse nos padrões, seja por sua efusividade, seja pela sua timidez. Ou apenas porque de alguma forma, regras e esteriótipos não são da sua natureza.
- Somos imortais. Se não acreditar viva como se fosse um. Se você pudesse viver para sempre... para que viveria?
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